Era tarde, 2:15 da madrugada, ela estava deitada na cama ouvindo seu ipod tocar "... yo no quiero comerme una manzana dos veces por semana sin ganas de comer...." e aquela voz rouca, falava o que ela sentia, ou o que ela sentiu, ao amar aquele que ocupa o lugar na cama que agora está vazio, porque o trabalho é muito e a dedicação também. Olhando para o vazio da cama, sentindo saudade de quem está na sala, ela abraçou o travesseiro, mergulhou na música e sentiu.Tentando definir o que sentia, que ela denominava amor, pensou no quer era realmente o amor e desistiu, preferiu ceder aos Chicos e Joaquins com suas fórmulas de palavras transbordantes de amor, que é o que ela sabe que sente, sem saber descrever.
Numa noite, entre uma aula e outra, uma ajuda, uma dúvida, um sorriso. Uma primeira de muitas, que já são muitas e ainda serão mais, porque a partir de aí, surgiu o amor. Ela lembrou, de uma música nova que ele a apresentara, de cada hora que passaram juntos trocando palavras ao voltar de uma viagem, de cada minuto gasto em telefonemas cheios de saudade, de cada dor que sentia ao precisar sentir, de cada ansiedade ao faltar 4 minutos para encontrá-lo, de cada verdade que encontrou em seu olhar, de todo o apoio que recebe em suas palavras e de todo o carinho que transborda em cada abraço.
Em vários momentos das recordações havia a dúvida de que tudo aquilo poderia deixar de ser. Em alguns momentos deixou, e eles sofreram, e também com esse sofrimento descobriram que queria, e muito, que o amor fosse, um dia por vez, muitos dias.
Ela dormiu sentindo o vazio da cama, se aconchegou no abraço, sorriu pelo beijo carinhoso nas costas. Ela sentiu todo o amor do mundo, naquele beijo, que espera sentir para sempre, que sem a obrigação de ser será, pelo simples fato de amar.
girls, existe luz no fim do túnel!! É o que me pareceu, pelo menos no texto da jay.
ResponderExcluirbeijo.